Fico a pensar nas palavras bem e mal. Hum... fico a pensar. Não da maneira religiosa, doutrinária ou com algum cunho assim.
Penso nas palavras bem e mal, sem me ater, a princípio, em um uso específico.
Continuo deixando que o caminho de minhas reflexões não esteja traçado ou predefinido. O que que veio a mente é que o ser humano está ausente da ligação com as palavras; e neste momento, na minha mente, essa ausência se faz necessária de ser preenchida. Preciso ver sentido e aprofundar humanidade, bem e mal...
Assim, acabo de ver em minha "tela mental" a palavra sociedade. E o que isso pode significar? Ora, minha idéia apontou que, bem e mal muitas vezes esteve ou estão atrelados a tradições, a costumes, a regras societárias que "impõem" maneiras individuais a serem seguidas ou esperadas, que definem qualquer coisa no mundo, realizada pela humanidade, como no rol das boas ou más condutas.
Modifico temporariamente a linha do raciocínio pra voltar no indivíduo, bem e mal. O que são bem e mal pros indivíduos?
Ora, ora... não será, penso, como uma expressão que venho percebendo e ouvindo muito; "pessoal e intransferível". Penso que sim, bem ou mal pra mim pode não ser a mesma coisa pra você. Cada pessoa tem no seu íntimo um "mundo" diferente onde bem e mal estão estruturados e divergem ou convergem das outras pessoas.
Retorno a linha de pensamento sobre as regras societárias. Seriam elas fundamentadas num conjunto de mentes que legislam em qualquer local do mundo, seja no micro, dentro de nossas casas ou no macro, dentro do poder legislativo do país em qualquer esfera, isso com consciência da competência que lhes cabe, do porquê estão ali e para quê estão.
Ou seriam as regras societárias fundamentadas nas atitudes humanas, que por uma seleção natural, vão se configurando no coletivo humano como padrões e estes, nos costumes, tradições, hábitos que geram naturalmente e até imperceptivelmente as "regras da sociedade".
Na verdade me pego a refletir que o voto e os legisladores que representam o povo são uma forma de unir as duas coisas: as regras sociais que vêm dos costumes, tradições e hábitos; com as regras sociais advindas do poder legislativo de um país.
O ideal é que as leis representassem um esforço dos legisladores, com um empenho digno e limpo estabelecendo as regras/as leis, a partir dos costumes, hábitos, mudanças e necessidades estabelecidas naturalmente na união dos indivíduos, de seus núcleos, da coletividade humana, da qual surge claramente as mazelas que deveriam ser atendidas, com total empenho das autoridades, no gerir providências definitivas de atender as necessidades.
Eduardo Augusto Silva.