O mal não lhe era intenso mas seu eu era vampírico. Ser da noite, amante das luas, a claridade natural do céu noturno era peculiarmente prazeroso. Sua força, seu poder, seu domínio o fizeram grande Líder que ao clã conduzia com habilidade, destreza, respeito. Seu maior objetivo não estava em sugar o sangue dos mortais ou de seus inimigos, os lobisomens; mas em fazer seu nome e seu clã estarem, permanecerem entre os mais conceituados clãs vampiros e entre um dos mais temidos entre os lobisomens!
A batalha entre as duas monstruosas legiões desde remotos tempos fora caracterizada de lutas incansáveis e intermináveis. Tal batalha jamais demonstrara que haveria um fim. As forças se alternavam no poder sem predominância de uma delas.
De seu imponente Castelo captava seu Domínio e tudo que nele pudesse acontecer. O movimentar de seus leais comandados e de suas vítimas...
Nesta guerra os dois lados se uniam quando a soma de forças era necessária. Se articulavam os vampiros e igualmente os lobisomens, as estratégias e ações eram planejadas e executadas.
Neste quadro grotesco e monstruoso, de longígüas paragens, tudo captavam e sentiam, sem serem percebidos o terceiro grupo de força singular.
Os seres Celestes. Os Angelicais.
Presentes no respeito a vida, cientes da dor de alguns destes monstros. Que sofriam com sua condição, desejosos de voltarem a mortais.
Sem contudo deixar de existirem os que se compraziam no mal. Frios, cruéis, impiedosos, sangüinários...
O caos chegara ao limite, e medidas tomadas. Intervieram na batalha Arcanjos; milicianos angelicais. O enfrentamento angelical as duas forças se tornou inevitável no sentido de acalmar os ânimos enfurecidos. Sem força empregar, a celestial milícia se monstrou presente. Enviada pelo soberano Senhor e com luz espiritual que ofuscava as forças monstruosas as fizeram recuar, a cessar a batalha e se recolherem em seus limites.
Temporária paz estabelecida, a milícia celeste retorna...
(Eduardo Augusto)

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