Sigo meu dia com as cores que têm. Saio de casa, cumpro com o que me proponho. O dia segue os ponteiros das horas e tudo vai bem. Paz dentro da cabeça e serenidade além do que precisava. No decorrer do dia o sol irradia e aquece, sua claridade transmite maior agitação que por sua vez é sinônimo de positiva atividade que se percebe na cidade. O momento é de almoçar, cada qual segue seu rumo e o tempo aproveita naquilo que precisa, afinal o trabalho absorve tempo precioso, e o almoço é absorvido para resolução de outras questões pessoais e assim as horas seguem. Dias são correria, dias calmarias e uma sensação de rotina parece constante o que nem sempre é bem assim. Os dias de trabalho sempre chegam ao fim e dali o que se faz. Ao se pisar na rua, imagino o caminho a percorrer até casa mas o imaginar pode não ser bem a realidade que se constata ao adentrar o aconchego do lar. Passo pelo comércio próximo e me deixo atrair e distrair com as ofertas expostas mas nada ali me atrai. Passo pela praça central e um chafariz iluminado e bancos próximos me cativam; assento e por minutos observo a beleza do local. A iluminação presente me permite abrir o livro que levo comigo e lendo permaneço. Ora levanto o rosto e aprecio o movimento da praça, o chafariz e as situações próximas. Ainda me agrada a leitura e permaneço. Levanto o rosto e percebo jovens em conversas animadas que alegram mais o ambiente que vejo. Mais um dia me chama à recolher; fecho o livro, olho a praça pela última vez e inclino a cabeça constatando uma bela noite sem nuvens e um clima suave. Caminho certo para onde vou. E certo também estou que no aconchego que adentro refaço as energias e mais algumas situações crio em afazeres precisos ou distrações que facilitam a reposição das forças que se completam repostas ao acordar após uma noite de sono profundo e saudável.
Eduardo Auguso Silva.




