Sento na praça, é início de noite. Olho para frente e vejo uma pessoa, um homem. Que fala sozinho, parece dentro de seu mundo, sua mente um mistério, sua atitude como diriam muitos é de um pobre doente mental. Mas quem dentro de nossos íntimos diríamos com plena certeza que o conceito de normalidade humana em geral já não é algo discutível ou do passado. Sejam intimamente francos, e será que todos diremos o quê? Sou normal; ou sou normal mas tenho um probleminha imperceptível; ou iremos pensar... é sou alguém que se achava muito normal na saúde e no geral mas na real tenho muito de "anormalidades" a serem sanadas, preciso de mais sanidade geral! Eh... exame de consciência é muitas e muitas vezes necessário, mas muitas mais vezes deixado de lado; o que faz que vejamos o que está nos incomodando, ou percebemos de imediato no outro, a quem nossa crítica não pensa mas diminui de imediato, destila o preconceito, os erros, os defeitos como se fossêmos capazes de julgar o outro; como grandes entendendedores da vida. Se nem a nossa damos conta de entender, e muito menos compreender! Se não é assim então porque desde a antiguidade é lembrada a famosa frase: "_ O que sei é que nada sei!". Tudo bem que essa frase foi dita num contexto especial; todavia não houve grandes mudanças no conteúdo da mensagem. Afinal de contas, já li e ouvi várias vezes que está ou aquela pessoa não se conhece, ou não conhece disso ou daquilo. Mas seguimoso curso da história sempre resolvendo facilmente a vida dos outros; mas no mesmo instante em que estamos fazendo isso se pararmos não iremos resolver nossos questionamentos e problemas!
Julgar o que quer que seja é solução para alguma coisa? Pensamos, pensamos e a mente não cessa... incessante pensa e chega a que conclusão. Sobre nós mesmos não chegamos a muito; mas as críticas e julgamentos alheios chegamos longe. Críticas construtivas ainda poderíamos até pensar que há ou houve boa intenção. Mas o mais comum são as críticas negativas que nada acrescentam. E somos capazes de ultrapassar da crítica e atingir um nível mais elevado do pensamento, a análise sobre aquilo a que se critica? Dificilmente, o mais comum, o mais corrigueiro é atingir a crítica e por aí ficarmos. Mas fazer uma análise coerente e positiva, ah isso não! Quando a língua felina, ou ofídica destila o veneno e chega na crítica se dá por satisfeita!
Por isso será que na história da humanidade uma personagem de vulto e sabedoria nos aconselhou que ao deitarmos fizêssemos uma análise de todo nosso dia; nossos erros e nossos acertos. E verificássemos a nós mesmos? E não julgássemos a quem quer que fosse ou o que fosse?
Ainda estou na mesma praça, no mesmo banco; olho pra frente mas o homem não está na minha frente falando sozinho, dentro de seu mundo. As pessoas não mais poderão julgá-lo um doente, ou em suas piedosas mentes pensarem que aquele homem é um pobre coitado falando sozinho!
Olho ao redor... a vida continua.
Crianças, cachorros, pássaros, som de músicas, pessoas que passam, grupo de crianças que por incrível que pareça conversam paradas como se fossem adultas; adolescentes e adultos conversam, casal de namorados, uma moça só, um rapaz só, poeriam ser um segundo casal... imagino que algo nessa praça vai acontecer; pessoas e movimento demais para um dia comum!
Mas isso só ficando no banco da praça pra descobrir; mas o que será que farei, ou o que devo fazer. Passado o tempo olho para frente e vejo ao invés de um homem; quatro adolescentes conhecidos e conversando amigavelmente em papo descontraído e aparentando que horas conversando ficarão.
Sinto leve chuva a me tocar, creio que não saberei o que na praça acontecerá, já estou a caminho de casa. A leve chuva, passou e agora é forte e está molhando quem nela permanece.
Eduardo Augusto Silva.
Julgar o que quer que seja é solução para alguma coisa? Pensamos, pensamos e a mente não cessa... incessante pensa e chega a que conclusão. Sobre nós mesmos não chegamos a muito; mas as críticas e julgamentos alheios chegamos longe. Críticas construtivas ainda poderíamos até pensar que há ou houve boa intenção. Mas o mais comum são as críticas negativas que nada acrescentam. E somos capazes de ultrapassar da crítica e atingir um nível mais elevado do pensamento, a análise sobre aquilo a que se critica? Dificilmente, o mais comum, o mais corrigueiro é atingir a crítica e por aí ficarmos. Mas fazer uma análise coerente e positiva, ah isso não! Quando a língua felina, ou ofídica destila o veneno e chega na crítica se dá por satisfeita!
Por isso será que na história da humanidade uma personagem de vulto e sabedoria nos aconselhou que ao deitarmos fizêssemos uma análise de todo nosso dia; nossos erros e nossos acertos. E verificássemos a nós mesmos? E não julgássemos a quem quer que fosse ou o que fosse?
Ainda estou na mesma praça, no mesmo banco; olho pra frente mas o homem não está na minha frente falando sozinho, dentro de seu mundo. As pessoas não mais poderão julgá-lo um doente, ou em suas piedosas mentes pensarem que aquele homem é um pobre coitado falando sozinho!
Olho ao redor... a vida continua.
Crianças, cachorros, pássaros, som de músicas, pessoas que passam, grupo de crianças que por incrível que pareça conversam paradas como se fossem adultas; adolescentes e adultos conversam, casal de namorados, uma moça só, um rapaz só, poeriam ser um segundo casal... imagino que algo nessa praça vai acontecer; pessoas e movimento demais para um dia comum!
Mas isso só ficando no banco da praça pra descobrir; mas o que será que farei, ou o que devo fazer. Passado o tempo olho para frente e vejo ao invés de um homem; quatro adolescentes conhecidos e conversando amigavelmente em papo descontraído e aparentando que horas conversando ficarão.
Sinto leve chuva a me tocar, creio que não saberei o que na praça acontecerá, já estou a caminho de casa. A leve chuva, passou e agora é forte e está molhando quem nela permanece.
Eduardo Augusto Silva.

2 comentários:
De perto ninguém é normal... e isso não é uma coisa ruim, pelo contrário.
Somos insanos, isso é fato. Mas é uma insanidade lúcida, que nos dá asas pra voar e viver a vida ;)
Bjs Jupi, amo você.
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